quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

MasterChef: O começo da esperança para os Realities Shows?

Saudações terráqueos,
sejam bem vindos ao penúltimo post do ano!
Sim, 2014 está chegando ao fim,
e vou dar uma parada para voltar 2015 com tudo!

Vale lembrar que esse blog existe a bastante tempo,
porém de uns meses para cá que estou me dedicando
a alimentá-lo e a elaborar todo o conteúdo de forma frequente,
e 2015 isso vai permanecer :D

Uma revelação bombástica:
Xuxa, que recentemente ficou desempregada,
já está de função nova, e em 2015 fará Pronatec!
Abaixo, uma foto de sua nova ocupação:












#Oremos

Pois bem, hoje o assunto é o estreante reality show,
chamado "MasterChef", exibido pela Band.
O programa encerrou sua 1° Temporada no dia 16/12,
tendo várias hashtags nos TT's do Twitter.











O que é um reality show?
É um programa televisivo, baseado na vida real, ou seja:
Os acontecimentos retratados e as histórias das pessoas
são reais, e não fruto de um enredo de ficção.
Pelo menos na teoria.

E o que é MasterChef?
É um reality de culinária, tendo seu formato original
de mesmo nome exibido pela BBC no Reino Unido.
16 participantes, que não são profissionais,
se enfrentam toda semana em provas diferenciadas,
individuais e em grupo, sendo que toda semana um
é eliminado, até a disputa das finais,
para o vencedor do programa.

Os realities shows até então existentes no Brasil
(antes do MasterChef),
nunca foram excelentes em sua totalidade.
A real é essa e mando logo de cara.
Nunca foram excelentes.
Uns são bem produzidos e realizados,
mas com um fator que estraga todo o trabalho feito.
Outros são totalmente péssimos e inúteis para a sociedade.

Além do MasterChef, vou abordar mais quatro realities
já feitos aqui no Brasil, usando uma sequência que começa
do "bom" para o pior, e porque o reality culinário
pode ser o começo de uma esperança no meio
de toda essa baboseira televisiva que temos atualmente.

1 - Ídolos











Exibido em 2006 pela 1° vez no Brasil pelo SBT.
O reality musical tinha como missão revelar
o novo ídolo musical, através dos jurados e votação popular.
Se manteve na referida emissora até 2007, tendo depois seu
formato e direitos adquiridos pela Rede Record, onde
teve sua veiculação com novas temporadas até 2012.

Dentro do universo de batalhas musicas,
esse formato é o melhor.
Os candidatos começam com uma apresentação simples,
sem nenhum recurso, somente com sua voz.
Se sabia tocar violão, o mesmo podia se apresentar com ele.
Com a permanência no programa, as apresentações
ganhavam mais recursos, até chegar as apresentações
com banda e tudo que tem direito.
Isso é interessante, pois a pessoa vai mostrar se é boa,
sem depender de todo esse arranjo que ajuda e muito
a desenvoltura da apresentação.
Lógico que se a pessoa não canta bem,
não vai ser um palco, uma banda boa,
um retorno no ouvido que vai resolver esse problema.
Porém se a pessoa canta bem e tem real talento,
vai saber dar um show cantando sem nenhum tipo de acompanhamento.

O programa seria perfeito se não fosse um detalhe.
Mais pra cima nesse post, eu citei que existe um fator
que atrapalha todo o trabalho bem feito
na produção do programa: O Público!

Essa parada de votação popular,
é a pior coisa que inventaram na face da terra.
É um desperdício dar essa função de tamanha importância
para o público, para o povo.
O povo em geral (a grande massa que representa a maior
porcentagem dessas votações),
não sabem se basear nos reais motivos
que competem para julgar alguém dentro do reality.
Não precisa ser um entendido de música,
qualquer pessoa que se colocar a observar,
vai poder elencar vários fatores:

- Quem tem mais presença de palco
- Quem tem mais potência da voz
- Quem canta melhor
- Saber separar estilo de talento (Essa é importante!)

Quem mais ganhou esses programas de realities?
Os participantes do estilo sertanejo!
E por qual motivo esses participantes
ganham largamente as disputas, mesmo quando não cantam bem?
Pelo motivo que está nas graças do povo,
é o que essa massa está ouvindo,
e sem se importar com os itens acima e outros,
elegem esses como melhores e deixam os bons de fora.
Isso é um absurdo.
E não digo isso por ser sertanejo,
e por não me identificar com o estilo.
Se a pessoa canta bem, eu vou reconhecer isso.
Até se ela cantar um forró rala coxa, que eu DETESTO!
Mas será que todos tem essa maturidade,
de separar o estilo que o cara canta do talento?
Claramente se percebe que não.
Primeiro porque esse sertanejo atual é muito ruim,
as letras não falam absolutamente nada com nada.
Vai pegar um das antigas e comparar com esse eletrônejo de hoje.
No mínimo lamentável.
Pois bem, por conta do povo e seus critérios errados,
estragam todo um trabalho bem feito.

Abaixo um vídeo de um dos participantes, Romero Ribeiro.
Ele canta uma versão de "Pense Em Mim".
Eu não gosto de samba, que é o estilo do candidato,
mas eu pirei quando assisti essa apresentação.
Ele deu um show.
Não gosto do estilo, mas o que esse cara fez no palco
foi de arrepiar, sensacional.



2 - The Voice










Não vou me estender muito a respeito desse,
pois podemos considerar quase tudo que foi
falado sobre o Ídolos para o The Voice.
Semelhante ao formato original holandês,
o programa teve sua primeira temporada em 2012 pela Globo,

Não mostra as audições iniciais,
e os participantes já tem experiência
ou são profissionais dentro do meio musical.
Uma coisa que destaco, são as apresentações dos candidatos.
São excelentes. Não assisto o programa fielmente,
mas já peguei algumas apresentações, e são um verdadeiro show.
Porém não gosto da forma que o programa é conduzido,
acredito que tenha manipulação ou favoritismo,
e a tal da votação da popular que é uma praga.
Em geral, não gosto de nenhum
reality show comandado pela Globo.

Uma última observação:
Lamento profundamente nomes como Romero Ribeiro,
Helen Lyu e Nise Palhares participarem
da atual edição do The Voice.
São ótimos cantores, acompanhei suas participações no Ídolos,
e são talentosos o suficiente para crescerem em suas carreiras,
sem a participação no programa.
Em especial a Nise, que é extremamente talentosa.
Muitas vezes nem compensa ganhar o programa.
Tem publicidade e uma boa grana como prêmio,
mas muitas vezes ficar preso a uma gravadora e um contrato,
onde você não tem muita liberdade para fazer o que quer..
Acaba compensando ser independente, do que ser escravo
de gravadoras e produtores.

3 - A Fazenda // Big Brother Brasil




A primeira palavra que define tal "atração" é: RIDÍCULO!
Não preciso explicar o formato,
pois o conceito já é bem conhecido.

De coração, me desculpe quem gosta.. Mas não dá!
Respeito quem curte,
e cada um assiste o que achar mais conveniente,
mas é um programa que aliena pessoas para uma finalidade
de não se levar a lugar nenhum, sem acrescentar em nada.

Um reality musical, pelo menos você conhece bons talentos,
e consegue assistir ótimas apresentações dos candidatos.
Agora um programa que confina pessoas de diferentes estilos,
para ali sobreviverem, criarem confusões e polemicas,
alimentando na humanidade a prática de cuidar da vida alheia,
e ficar consumindo tudo que a mídia empurra através
de revistas, Pay Per View,
matérias digitais, e as horas e os custos
perdidos nas tais votações!

Eu não consigo compreender uma lógica
em quem perde tempo assistindo.
Pior que isso é contratar pacotes para assistir mais,
e ficar votando sem parar em um dos participantes.

O BBB é a maestria de todo esse mal da sociedade,
e quando citei no começo desse post que na teoria
o reality show deve ser com base na realidade,
me referi justamente a esse programa em especial.
Não vai me admirar em nada se um dia ficar comprovado
que muita coisa que acontece é combinada e manipulada.

Uma coisa que muito me alegrou, foi que no dia da final
da "Fazenda", não vi nenhuma postagem falando a respeito.
Talvez a humanidade esteja revendo o que realmente importa.

Na dúvida, fica a dica:
No próximo BBB, desligue a TV e leia um livro :D

E no meio desse cenário apocalíptico, surge o MasterChef,
que descobri dando uma fuçada na programação,
gostei e comecei a assistir.
Não peguei desde o começo, mas em pouco tempo
já estava habituado a rotina do programa.

Como qualquer convivência com as pessoas,
o programa teve os seus atritos,
tinha algumas pessoas falsas,
mas no geral todos se davam muito bem,
e na final do programa vimos uma grande
amizade nas finalistas, sem toda aquela rivalidade
e sensacionalismo da mídia.

Um programa aonde teve como abordagem
várias culturas, vários aprendizados com os diferentes pratos
que tinham que ser feitos pelos participantes.
Em minha vida acrescentou muito, podendo conhecer
culturas e curiosidades, e principalmente:
Que eu não conheço nada de cozinha
e seria o primeiro eliminado do programa!
Ali, o que realmente conta é a desenvoltura
de cada candidato nas provas.
O que foi feito na prova passada não interfere na atual.

E a melhor decisão de todos os tempos:
A única coisa que o público pode fazer no programa
é assistir e interagir pelo twitter, podendo ter seus tweets
aparecendo na exibição do programa.

Isso foi um fator fundamental
e crucial para o sucesso do formato.
Os jurados, profissionais renomados e competentes,
foram os únicos responsáveis por quem continuava,
e por quem era eliminado.

Não é preciso filosofar muito para chegar a conclusão
de que se fosse por decisão do público,
o participante Mohamed teria grande chance de ser o ganhador,
por ser eleito pelo público feminino
como o participante mais belo do programa.
Um rapaz atrapalhado,
mas que teve uma grande evolução no programa.
Não foram poucos os tweets falando que o referido candidato
deveria ter sido o ganhador, por conta desse fator.
O que deixa bem claro porque o público
não deve participar dessas escolhas,
considerando que o concurso é de culinária e não de beleza.
Você escolheria um prato pelo sabor ou pela beleza do Chef?

Espero que as pessoas possam compreender
que determinados formatos apresentam e proporcionam
cultura e mais lógica, diferente dos
que apresentam pessoas enjauladas,
criando confusões, exploração da mídia
e espalhando o caos nas pessoas,
e os usuários gastando dinheiro, alimentando essa máquina,
e no final não ganham um centavo do ganhador,
ficam até mais pobre culturalmente.

2015 está chegando, que todos possam repensar o que vale pena,
e dar mais lógica e sentido a esse mundo louco que vivemos!

A próxima temporada de MasterChef irá começar em Maio/2015.
Faça a experiência, assista alguns episódios,
e veja o que mais te traz cultura.

Por fim, o grande vencedor do Troféu MasterChef 2014
deveria ter sido o pai da Elisa, o Sr. Sidney, que salvou a pátria
abrindo o pote de goiabada para sua filha!
Agora eu só fico imaginando uma coisa..
Como seria feio, se o velho não conseguisse abrir
o pote em rede nacional (Risos)











Obrigado por sua companhia,
amanhã teremos o último post do ano \o/

Até mais!

Um comentário:

Rafael Simoes disse...

Muito bom o post sobre os realitys e tenho que dizer que sou fã de carteirinha do formato Master Chef e afins.
Somente para acrescentar, para quem não conhece ainda, tem vários outros programas de culinária em formato semelhante (sem interferência do público) que são muito bons.
Todos os que assisti passam nos canais TLC e Discovery Home&Health, ambos por assinatura.
Já assisti o Master Chef Espanha (passando atualmente), Junior Master Chef Espanha, Junior Master Chefe EUA, Master Chef Profissionais. E tem o formato do programa Hells Kitchen, formato esse que o SBT está passando aos sábados com o nome Cozinha Sob Pressão.
Recomendo todos e a cada episodio você pode aprender alguma coisa, não só sobre culinária, mas sobre cultura.